segunda-feira, 23 de junho de 2008

Filmes

Estive a ver um daqueles filmes americanos, cheios de acção, malta ginasticada em camuflado e granadas. Um entretenimento inofensivo.

Houve (no entanto e no entanto como de costume...) uma parte que me fez meditar: há um tipo a negociar com outro tipo a vida de um terceiro. É claro que discutem em dólares - o filme é americano - mas nem é isso que me prende, o avaliar uma vida em $$.

O que me prende a atenção é o "bom" conseguir discutir construtivamente com o "mau", argumentanto cêntimos, esforços, chantagem e esperança, tudo no mesmo cesto e conversando a conversa possível... Nem me interessa o resultado (é um filme!), o que me interessa de facto é a habilidade de conseguir falar e argumentar racionalmente num referencial que não é nosso (o "bom" é mesmo bom, não é um "mau" que por acaso está do nosso lado). Que arte! Que inveja dessa arte!

Hélas!

6 comentários:

mcorreia disse...

é nestes casos que se aplica estilo "versão boa" o dito:
os fins justificam os meios

mac disse...

mcorreia: Achas? Eu tenho cá um pavor dessa atitude!... Só estou com inveja de conseguir falar, construtivamente, com um energúmeno, não quero ser tal coisa!!

Hélas!

Marques Correia disse...

Por amor de deus!!!!! Então não eras capaz de negociar com um raptor (ou o advogado dele...), com a maior das friezas, objectividade e preocupação em seres eficaz?!

Desfazias-te em lágrimas, arrojavas-te ao chão e imploravas que te devolvessem o filho/filha/etc?!

Duvido, d-o do.

mac disse...

Marques Correia: Bem, não desatava a chorar para ele nem me atirava para o chão a suplicar, disso tenho a certeza.

Mas não estou assim tão certa de conseguir ser realmente fria ou objectiva, a discutir em $ a vida de quem me é caro... Sinceramente, não sei se tinha estofo para isso!

Hélas!

mcorreia disse...

eu sei de quem te responderia, e eu não me atrevo a imitá-lo: não tinhas o ca ...**!!!


(cada um tem os asteriscos que pode (ou não pode...)

mac disse...

mcorreia: Bom, todos nós somos capazes de tudo, né? Mas devemos também conhecermo-nos.

E eu sei que não sou propriamente persuasiva quando eu própria não estou convencida...

Como diabo ia convencer alguém que não pagava nem mais um tostão pela vida de quem é para mim mais importante que eu própria?!?

Hélas!