segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Tareia


Zurziram-me, zurziram-me e zurziram-me. Uma tareia.

Porque ando chocha.
Porque parece que ando a escrever para a Maria.
Porque não há pachorra para a actual mariquice dos meus artigos.
Porque quem me lê julga que tenho uma doença terminal (e quem me vê diz que vendo saúde!).
Porque não há paciência para quem perorou alto e de caixote coisas e loisas, berrou maldições a quem cala, criticou quem choraminga, zurziu quem esconde e afinal, agora... Amarica em público com saudades da praia.

Bolas, nem sei se hei-de estar agradecida por quem me exige mais se tristíssima por não compreenderem que há alturas em que simplesmente não tenho ânimo.

Sim, também sei que as amizades verdadeiras e desassombradas têm muitas vezes esta minha reacção como resposta. É que quem me zurziu tem razão, sabem?... O que nos apetece nem sempre é o que devemos fazer; muitas vezes é o que não devemos fazer.

Só coisas que me ralam.

Hélas!

3 comentários:

Marques Correia disse...

Bem vindo seja o "só coisas que me ralam".

Maria de Fátima disse...

Oh! deuses como tu és perspicaz, cunhada! que esforço eu fiz, supremo, diga-o, para que não me saísse, desbocada a suprema sinceridade que tu tão bem viste no meu sorriso: espírito de revista Maria pois era o que eu teria dito se fosse mesmo como todos dizem, mas eu até sou uma moça contida...

mac disse...

Marques Correia: tks!

Maria de Fátima: Sabes, eu, tem dias... Mas moça contida, tu?!?

Hélas!