quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Prateleiras


Sabem o que é mau, mesmo mau, uma coisa com que não me consigo reconciliar por mais que viva? É a falta de prateleiras.

Que diabo, uma pessoa com a compulsão incontornável de analisar, espremer até quase só ficar o conduto, catalogar e arrumar à espera de mais informação - sempre à espera de mais informação - devia ter prateleiras suficientes para tanta espera.

Adicionem a este vício o facto indiscutível de não ser capaz de deitar nada fora (mesmo que esse nada aguarde há 20 anos a informação suplementar que lhe permita mudar de prateleira - atenção! MUDAR de prateleira, apenas mudar! Só um tipo diferente de mim pode conceber que aquele precioso conduto, tão único, deixe de ocupar uma prateleira...) e podem perceber o meu problema.

Que chatice! Lá terei de fazer prateleiras no tecto e sorrir amarelamente a quem me goza por esta lixeirafobia.

Só coisas que me ralam.

Hélas!

3 comentários:

Maria de Fátima disse...

olhe , menina, eu cá li ali o debaixo, o do riso e depois li este e percebi que deve ser coisa danada essa de uma gajo (gaja, seja!) estar assim cheiinha de parteleiras, coisas rijas, emadeiradas, metalizadas ou de plástico, as ditas serão sempre duras, por isso mesmo pouco coadnováveis com um riso escangalhado, descontraído, um riso que espantalhe a crise (ou outras crises)Como pode, amiga alguém tão acomodada em coisas antigas, tão catalogada que até nem o tecto lhe sobra, rir de seja que for ou qualquer coisa? pondere no que lhe digo, minha querida, e na próxima vez jogue fora...

Maria de Fátima disse...

prateleiras, corrijo

OH! MEU DEUS!
eu que gosto das letras (julgo eu que amo cada uma delas no abecedário, seja ele mesmo o grego) eu detesto -as desde há uns tempos largos quando as vejo desagregadas de palavra ali em baixo, diz quem sabe que é coisa de obrigar o sistema operativo ou lá que raio a perceber que eu, euzinha que aqui escrevo à minha cunhada, como é o caso, sou de osso e carne e nem um pouco outra coisa como fosse um espantalho moderno que é robot programada...detesto! e como eu entendo uma pobre gaja que um destes dias se queixava que o seu ódio por este sistema de controlo mais se lhe auementou quando, acaso, as letrinhas salteadas redundaram em palvra e lhe deram, espantalhado para que ela o repetisse: GORDATU
porra! vão lá brincar com outra coisa que agente não é boneco para andar a brincar com letra sem escrver que se leia e quando calha, como conto, a ser gozado.
(perdoe-me o desabafo, mas pode a gente, apensa para que seja aceita a emenda na palavra prateleiras, escrita antes, se obrigue ao escrito: ENESSREB?!
PORRA!!!

mac disse...

Maria de Fátima: Acalme-se cunhada, que a tensão faz mal às artérias, especialmente às artérias reformadas.
Olhe, o meu vizinho do cimo das escadas, um tipo chato como a potassa, diz que essa irritação às letras de autenticação é a manifestação de um trauma infantil, acha que vale a pena responder?...
Quanto ao resto, amiga, cá vou rindo, com maior ou menor alegria...

Hélas!