segunda-feira, 8 de junho de 2009

A tranquilidade do rio sonolento


Quantas vezes a mente fraqueja, subjugada por qualquer coisa que, uns anos depois, até é risível?

No passado, os anos encolhem. Os acontecimentos condensam-se em factos e somos perfeitamente capazes de perceber o fenómeno causa-efeito... Mas continuamos tão cegos relativamente á causa da causa como sempre.
Infelizmente, não percebemos isto e pensamos que está tudo percebido, não vemos que a causa tem, ela própria, uma causa que não vemos. E fraquejamos quando a causa aparece novamente, não reconhecemos a repetição.

Pelo contrário, no futuro, os anos alongam-se. Parece-nos que há tempo para tudo, inclusivamente para corrigir os nossos erros. Puro engano, o tempo passa imperturbável ao seu próprio ritmo e quando reparamos a oportunidade passou, como a Primavera. Virão outras, claro, mas diferentes. Nunca, mesmo nunca, se terá a mesma oportunidade.
Infelizmente, temos uma obscura e deturpada consciência deste destino e não percebemos inteiramente que amanhã é realmente outro dia, nunca mais teremos o mesmo dia e a mesma situação.

Dito isto, meus caros, só me resta dizer-vos outra coisa: gostaria de perceber a causa da causa, pois acho que me traria tranquilidade. Gostaria de, tal como sou racionalmente capaz de perceber o fenómeno, ser também capaz de o digerir, apreender, interiorizar e viver em conformidade.

Mas não sou.

Hélas!

9 comentários:

lenor disse...

Às vezes nós devemos pensar para termos a oportunidade de pensar que não devemos pensar.
Cá estou eu a fazê-lo. Por exemplo!

Maria de Fátima disse...

porra!

jg disse...

E quem o é com um governo e um PM deste calibre?!

Blimunda disse...

Bailhamedeus, Mac! Não seja tão filosófica, mulher! Quem lhe disse que perceber a causa da causa lhe dará tranquilidade? Não faria outra coisa senão buscar causas e mais causas até à origem da criação de vida. E já alguém foi capaz de lhe dizer como é que ela surgiu? Sem dúvidas? Não seja tão exigente nem queira usar de racionalidade para explicar a inércia da vontade. O seu vórtice dinamizador é alimentado alternadamente pelos ventos do medo e da coragem. Como saber qual o vento que está a favor?

Marques Correia disse...

?! (ou como disse a Fátima: porra!)

Alferes disse...

Puxa Mac! Começo a perceber porque é que há tantos ignorantes felizes! Isto dos porquês das coisas, ou das causas, não é o caminho mais fácil.

Maria de Fátima disse...

continuas nesta de quere saber a puta da causa das coisas? menina e os feriados no Algarve?!! ou foste mais longe?!!

Mofina Mendes disse...

Mac, tudo pode ser tão simples. O amanhã virá. não se preocupe com isso e terá uma surpresa.

mac disse...

Lenor, pois.

Maria de Fátima, não digas palavrões que o sítio não está vedado a crianças.

jg, então é o PM e seu governo os culpados desta minha incapacidade?!? Grandes malandros!

Blimunda, ninguém me disse nada, mas parece-me, é sempre mais fácil conviver com o que se compreende, não é?
O meu vórtice dinamizador é alimentado alternadamente pelos ventos da racionalidade e da irracionalidade - terá isto alguma coisa a ver com medo e coragem? Se calhar tem, sei lá. Mas não me parece, sinceramente.

Marques Correia, idem o que lhe disse a ela. Que raio de mania...

Alferes, não, não é. É pior que cocaína ainda que um bocado menos incapacitante.

Maria de Fátima, outra vez?!? Vai lavar a boca com sabão azul e branco. E não, não fui a lado nenhum. Se antes era apenas a minha preguiça, hoje é a mesma coisa mas agravada pela contingência da vida.

Mofina, eu sei que tudo pode ser simples.
Eu sei que o amanhã virá (ás vezes tenho medo dele mas nunca tenho medo que não venha).
Eu sei que será uma surpresa (mas não sei se será boa ou má).
Só não sei é como não me preocupar...
Ora batatas, devíamos trazer uns botões ON/OFF poara estas necessidades.