quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Fazer o que se pode


Que é que interessa fazer o que se pode, se o que se pode não chega?

Já uma vez falei disso,
aqui. E a verdade é que cada vez mais estou convencida que fazer o que se pode é bonito e louvável mas o que eu quero realmente é que se faça o que é preciso ser feito...

O que é giro é que por causa disso chamam-me nomes. E com toda a razão, devo dizê-lo: não é a sabedoria popular que diz que quem faz o que pode a mais não é obrigado? Pois é. Mas para mim não chega, que querem?

É defeito de fabrico portanto não me chateiem, chateiem os meus tataravós.

Hélas!

6 comentários:

Blimunda disse...

Não haverá por aqui algures, um conflito de personalidade? Não será "hélas" um lamento de resignação de quem faz o que pode e não o que tem que fazer? Parece, não sei?!!!

mac disse...

Blimunda: Não sei, sei lá?!? Quer dizer,que faço o que posso, isso sei. Que muitas vezes não chega, também sei.

Agora se "Hélas!" é um lamento de resignação ou um grito de guerra e revolta, ah! Se eu soubesse, o meu doutoramento não seria em BB. Quer dizer, acho eu...

Hélas!

Blimunda disse...

Mac, não querendo ensinar-lhe coisa nenhuma, porque o meu doutoramento em coisa nenhuma mo não permite, deixo-lhe aqui o que sei sobre o termo "hélas".

Ora, etimologicamente, trata-se de uma interjeição que vem desde o se. XII e é composta por "hé" e "las" que significa " malheureux".

Marque l’affliction, le regret, la déception, exprime une plainte.
« Hélas mon corps habite la boule ronde qui flotte et tourne parmi les mondes ». — (Georges Larouche, Val-Menaud, page 100, 1952)


Sinónimo - malheureusement

Pois, se pretende emitir um grito de guerra ou revolta, proponho-lhe talvez, quem sabe, sei lá, um “Vive la Révolution”

mac disse...

Blimunda: Ora pois, que o dedo foi posto na ferida: se nem sei se me lamento chorosa ou se vou para a guerra bem armada...

De qualquer maneira, obrigada pelas explicações que, não evitanto uma tardia busca, estreitam utilmente a pesquisa. Sabe? Sempre associei - talvez erradamente, veremos - o termo "Hélas" a uma expressão do tipo "cá está: verdadeiro, evidente e triste"; mas mais concisa. Diga-se de passagem que a etimologia que apresenta não contradiz exactamente esta percepção. Bom, veremos...

Hélas!

Mofina Mendes disse...

Exactamente, aqui está uma reflexão com a qual concordo por completo.

mac disse...

Mofina Mendes: Os meus tataravós mandam dizer que agradecem (acho que estão fartos de ser chateados, coitados).

Hélas!