quarta-feira, 22 de julho de 2009

Pensamento


Pensem nisto e digam-me qualquer coisa se vos apetecer e se não houver uma festança divertida no horário.

Porque é que o homem dá sistematicamente mais importância à perseguição do supostamente culpado que à resolução do problema existente?

E não me digam que é para evitar repetições de erros passados, porque nisso não acredito eu.

Hélas!

12 comentários:

Sam disse...

porque o homem precisa sempre de alguem para culpar. muitas vezes isso torna-se mais importante do que a resuloção do dito problema

lenor disse...

Porque sem paz pouco se faz.
Não sei se acertei a adivinha...

Blimunda disse...

Mac, esse seu homem tem inicial minúscula ou maiúscula?

jg disse...

Os árabes, prudentes, aconselham a que um homem tenha, além da mulher, um cão.
Ao que parece, a mulher pode não ser sempre a culpada.
Sinais de abertura!!!!

mac disse...

Sam, eu sei mas porquê??

lenor, não é uma adivinha, é mais uma ânsia de compreender... O apontar o dedo a terceiros traz paz,certo, mesmo se não forem culpados. Poderá ser por aí, sim.

Blimunda, muito minúscula.
É como os vírus, invisíveis, sempre presentes mas não representativos da espécie dos invisíveis, só dos indivíduos da sua espécie que são tão intrusivos que parecem ser representativos de toda uma espécie, embora a espécie não seja de todo o que eles são.
Um bocado tortuoso mas acho que talvez se perceba do que estou a falar. Ou fui demasiado confusa?

jg, Qual abertura qual carapuça! Hoje são uns atrasados culturais mas não é à toa que já foram os senhores da civilização! E até isso explica porquê!!!

jg disse...

Mac, temos que admitir que os Árabes sabem mais a dormir, profundamente, do que nós, Portugueses, com todos os sentidos bem apurados.
É que somos mesmo do piorio!!

Blimunda disse...

Mac, foi clarinha como água, ou se preferir (eu gosto mais do significante) - clear as crystal!

Já agora, leu a minha explicação sobre o olhar que se basta a si próprio? Se não peço-lhe o favor que o leia. É, para mim, muito importante que me entenda, assim como eu a entendo a si!|

mac disse...

jg, eu não vou tão longe... Os Portugueses têm uma vantagem (de que nunca fazem publicidade) que eu aprecio muitíssimo: Se (mas só SE) é preciso fazer qualquer coisa, esta faz-se. Outros povos que fazem muito mais coisas normalmente esbarram em impossibilidades que fazem rir os Portugas; e começa logo por nem perceberem o essencial SE.

Além disso, nós estagnámos algures no sec. XVI e os mouros uns séculos antes - podre por podre sempre estamos podres há menos tempo, não é?...

Blimunda, já respondi - ó minha amiga, faz-me sentir tão rica! Há coisas que nem no Totoloto se ganham.

Marques Correia disse...

Parece-me muito simples e não tem que ver com uma relação de importância:
o presumível culpado foge e os problemas não.
Os problemas podem sempre esperar, e de certeza que ainda lá estarão quamdo tivermos apanhado o culpado.

mac disse...

Marques Correia, "o presumível culpado foge e os problemas não" é uma frase que tem muito que se lhe diga.
Eu acho que tem a ver com uma relação de importância porque fazemos normalmente primeiro o que é importante.

E aí a tua frase ainda fica mais interessante, não é?

fr3d disse...

Penso que o homem desenvolveu um fascínio por... sangue e morte, antes havia enforcamentos, gladiadores, bruxas na fogueira, etc. Que se calhar serviam para apaziguar a ira do povo, servia de bode expiatório para tudo o que o povo sentia que estava mal nas suas vidas...
Hoje contentamo-nos a ver o sangue nos telejornais, a abrandar o carro para ver o acidente na estrada e a querer enforcar um político qualquer que foi acusado de corrupto(mesmo que seja inocente)...

Marques Correia disse...

Ué?!
Se fosse o contrário, o "culpado" ficasse paradão e o problema fugisse e, mesmo assim, marrássemos no "culpado", então concordava contigo: era mesmo uma questão de prioridade.

Mas como os problemas não fogem e os culpados fogem (ou, pelo menos, têm essa capacidade), ir para cima deles antes de resolver os problemas é uma necessidade e não uma prioridade.

Digo eu, vá...