sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Espanto


Jovem, espectante,
Certa de que viria
O amanhã brilhante
Da vida que sorria.

O tempo passa, morno,
Ela crente e parada,
Sem alegria ou adorno
Nem dá pela cilada.

Já velha e desdentada,
Continua à espera
Não se apercebe coitada
Que é cega à primavera.

Repousa agora espantada.

Hélas!

5 comentários:

Blimunda disse...

Pois...

Maria de Fátima disse...

ah! mas é quie é mesmo assim (mais verve, menos verve) é assim tal e qul e mesmo que se pense ter descoberto antes é sempre nosso o espanto (mais dente menos dente)

Mofina disse...

De queixo caído? é bom, tipo crianças a ouvir contos de fadas...

;)

bjs

privada disse...

Boa, excelente. Tinah saudades suas, anda perdida, iludida, hum? Gosto desta sua arte.
Agora por favor ensine-nos a evitar.

mac disse...

Bli, pois...

Maria de Fátima, e só descobrimos tarde. Que seca.

Mofina, mais ou menos. Mas mais menos que mais.

privada, eu ando por aqui, aluada uns dias, insolada noutros...
Já aprendi que não sei para ensinar mas continuo a ficar feliz quando algumas pessoas gostam do que escrevo!