sexta-feira, 15 de maio de 2009

O dia das rimas


Onze é dia de poesia,
Gritou-me o calendário;
Mas eu estava vazia
de qualquer abecedário.

Não há nada a dizer
De novo neste mundo...
E até o meu querer
morre lá bem no fundo.

Dormita, alma febril
Sonha palavras sem letras.
Esquece de vez o vil
desenho de linhas pretas.

Xanax, rica alminha,
Esquece o mundo exterior
Sê feliz rei ou rainha
No nada do teu interior.

Hélás!

2 comentários:

Maria de Fátima disse...

eu rendo-me
ajoelho-me perante
tanta verve
tanto jeito
a rimar
ando com quando
vai contando
coisas de sua alma
bocados de sua vida

prezo esse versejar
esse seu jeito
o modo de emparelhar
pobre com cobre
vir com cobrir
e, se for preciso,
odiar com amar
ou loucura com juizo

e termino a citar,
com sentida comoção,
esta quadra singular
de calor e emoção

Xanax, rica alminha,
Esquece o mundo exterior
Sê feliz rei ou rainha
No nada do teu interior

mac disse...

Que bom que você gostou!

Também eu gostei muitíssimo do comentário!

:)