quarta-feira, 5 de maio de 2010

Maio, doce Maio


(...)
Verdes prados, verdes campos
Onde está minha paixão
As andorinhas não param
Umas voltam outras não
(...)
[Zeca Afonso? O refrão é popular, mas o resto da letra?...]

Sinto saudade dos Maios da minha infância, quando nem sabia que era Maio quanto mais o que eram saudades.

O meu vizinho do cimo das escadas regouga que só se tem saudades do que nunca se teve na vida; mas como o malandro do subconsciente traveste de experiências maravilhosas (à luz dos anos actuais) coisas tão vulgares (à nossa luz da altura) como correr na rua, estamos todos condenados a sofrer de saudades do que, na realidade, nunca vivemos.

Estou tentada a concordar com ele, batatas.

Hélas!

5 comentários:

Maria de Fátima disse...

Eu fui ver a minha amada
lá prós lados dum jardim
dei-lhe uma rosa encarnada
para se lembrar de mim

Eu fui ver o meu benzinho
lá prós lados dum paçal
dei-lhe o meu lenço de linho
que é do mais fino bragal

Minha mãe quando eu morrera
ai chore por quem muito amargou
para então dizer ao mundo
ai Deus mo deu ai Deus mo levou

Eu fui ver uma donzela
numa barquinha a dormir
dei-lhe uma colcha de seda
para nela se cobrir

Eu fui ver uma solteira
numa salinha a fiar
dei-lhe uma rosa vermelha
para de mim se encantar

Minha mãe quando eu morrer ...

Eu fui ver a minha amada
lä nos campos eu fui ver
dei-lhe uma rosa encarnada
para de mim se prender

Verdes prados verdes campos
onde está minha paixão
as andorinhas não param
umas voltam outras não

Minha mãe quando eu morrer...
http://www.youtube.com/watch?v=s3JiWHvaua4&feature=player_embedded

mac disse...

??? Maria de Fátima, toda a gente conhece, que te levou a pespegar aqui a letra toda??

saphou disse...

Nem me fales, se não gostas de bolo, vinga-te nos salgadinhos.

mac disse...

Saphou, que alegria ver-te por cá!
Adoro - rissóis, cocretes, empadas...
Batatas, acho que vou jantar outra vez.

Blimunda disse...

Comilonas...