domingo, 9 de maio de 2010

philosophy


De repente - estas coisas são sempre repentinas, não é? - ocorreu-me que abandonei ou fui abandonada por, dá no mesmo, a minha filosofia caseira. Era uma boa e velha amiga, sabem? Com ela, conseguia perceber, ou pensar que percebia, a vida e o mundo. É sempre preferível compreender a razão das coisas, facilita muito.

Actualmente não percebo nada mas como os dias solicitam inexoravelmente acções e reacções, cá ando a fazer tudo instintivamente. Decisões e acções são tomadas e executadas em piloto automático e nunca medidas e equacionadas, antes, durante ou depois.

Tenho sempre a sensação de que não há tempo, o que é evidentemente falso: o tempo é sempre o mesmo e passa sempre ao mesmo ritmo, as prioridades da sua ocupação é que variam. Esta falsa sensação não é mais que um automático mecanismo de defesa para proteger o meu ego da minha actual irracionalidade.

Anyway, a minha velha velha companheira de vida evaporou-se. As teorias que explicavam tão bem esta acção ou aquela angústia primam pela ausência. E este blog, criado para publicação de discursos racionais e coerentes sobre tudo mais a conhecida maleita das meias desemparelhadas tornou-se uma espécie de diário onde choro publicamente as minhas angústias. É patético.

Vou ter de fazer alguma coisa quanto a isto. Ainda não sei o quê, mas alguma coisa terei de fazer - não me importo muito de ser irracional mas patética chateia-me um bocado.

Hélas!

7 comentários:

Maria de Fátima disse...

vá lá que tomas consciência...:)

mac disse...

Todos temos os nossos dias, cunhada.

Alferes disse...

Demasiada racionalidade aborrece. E não acho que seja patético, é apenas humano. Veja hoje, por ex., o Público: montes de páginas de futebol e quase outras tantas de Fátima. Que interessam todos os outros aspectos racionais?!!! Futebol e Fátima, só falta o Fado.

privada disse...

nao sei se isto a sossega, mas esse comportamento é generalizado e advem da crise, só admira que ainda tenha tempo, para verificar que de facto nos ultimos tempos, não se pode ser de outra maneira, não tempo para reacção ao trafego

mac disse...

Alferes, por vezes, humano é patético. Vide Futebol, Fátima e Fado...

privada, meu bom amigo,se a culpa nem é minha, é do tráfego, que bom, que mau, o tráfego nunca sossegará...

Blimunda disse...

A Filosofia, tenha ele o nome que tiver, nunca nos abandona. Nós é que não nos cansamos de jogar às escondidas com ela. Por vezes cansa-se ela de girar constante e ininterruptamente à nossa volta e faz beicinho.

mac disse...

Será que sim, será que está só amuada?

Quem me dera, Bli!