quarta-feira, 15 de abril de 2009

Incompreensão


Há coisas que pura e simplesmente não compreendo. E juro que tento, a sério que sim.

  • Como raio é possível ter direito a qualquer coisa se não existe ninguém com a obrigação de a fornecer?
  • Como é que uma pessoa pode pensar que uma máquina vulgar, como um carro ou uma fotocopiadora, "tem personalidade"?
  • Como diacho se consegue pensar que a bondade e a justiça são compatíveis ou, pior ainda, são a mesma coisa?
  • Como é que uma pessoa de QI normal pode julgar possível que a Humanidade "aprenda" a não utilizar o saber que lhe demorou séculos a adquirir?
  • Como...

Chega. Daqui a bocado estou a escrever sózinha a Wikipédia do des-saber. Ora batatas!

Hélas!

11 comentários:

Blimunda disse...

1-Ter direito a, pode não significar que a benece nos seja fornecida. Ser feliz é um direito que ninguém nos pode fornecer.

2-Sendo desprovido de inteligência.

3-Não tendo capacidade de discernimento.

4-Como é que se avalia a normalidade do QI?

saphou disse...

Estamos todas com insónias!

mac disse...

Blimunda, quando alguém me responde de forma completa, estruturada, simples, lógica e concisa, fico tão simplesmente alegre! Cá vão os meus pensamentos de ricochete:
1-Precisamente - o que prova que não é um direito, é antes um desejo, que se pode realizar ou não...
2-Eu conheço gente que não é desprovida disso. E no entanto, acredita sinceramente que a máquina de lavar loiça lhe quer mal. Serão ciumes?
3-Esta é muito difícil. Têm mas não para tudo, parece, há coisas que têm estranhos filtros invisíveis. O que me deixa estupefacta.
4-Há métodos estatísticos para determinar a "normalidade", até fazem umas curvas giras e simétricas, o que é essencial, como todos sabemos. Claro que não se podem aplicar a indivíduos, mas mesmo assim, aplica-se... Não é??

Saphou, caramba que já tinha saudades! Ouvi dizer que um copo é melhor que Xanax, estou a experimentar. Mas demora, uma chatice.

saphou disse...

Hoje à noite bebi um copo.

Maria de Fátima disse...

e o que não entendes não tem raiz nas respostas, que presumas
minha querida
o teu grande, desmesurado, incompreensível problema,o que te mói decorre de fazeres as perguntas

Maria disse...

E o que não entendes não tem raiz nas respostas que presumas,
minha querida.
O teu grande, desmesurado, incompreensível, problema,o que te mói, decorre de fazeres as perguntas...

mac disse...

Saphou, eu bebi 3. Deu resultado.

Maria de Fátima, Maria, não estou gaga (agora). Batatas, embora de ortografia diversa, não há dúvida - é eco!
Respondo a ambas: como diacho se consegue não fazer perguntas?!?

saphou disse...

Querida mac, voltei a xanar-me

Maria de Fátima disse...

tava uma ortografia chata e não consegui apagar...
não são perguntas, porra!
são AS perguntas que se fazem
(e não te irrites comigo que eu não te mereço...tanto)

mac disse...

Querida Saphou, não se enerve que isto é só questão de ir variando: ontem 3 copos, hoje um xanax, amanhã um filme do centenário Oliveira, depois o Amor de Perdição... Nos entretantos e se houver pachorra, jardinagem, tapas e bons bocados também me parecem fazer algum efeito. Quando estou em completo desespero, releio As linguagens de Pao ou oiço, de luz apagada, I will survive. Há sempre boias, embora nem sempre a gente as queira - na verdade, acho que é esse o verdadeiro problema...

Maria de Fátima, és uma preguiçosa incorrigível, uma verdadeira vergonha, acho.
E eu nunca me irrito contigo embora de vez em quando me apeteça bater-te, o que desta vez não foi o caso... Cheguei à conclusão que afinal tenho pouca gente porreirinha, não lhes posso bater que ainda fico sem nenhuma.

Maria de Fátima disse...

pensei em ti (vá-se lá saber porquê) antes e depois de pronto
ofereço-te