terça-feira, 25 de outubro de 2011

25


Tenho 25 rascunhos (aqui) e nada para publicar.

É relevante isto. 25 textos inacabados/impróprios/à espera de maturação/idiotas mas queridos - um dia direi qualquer coisa com eles.

Mas 25! Se eu fosse uma rapariga prática tinha o mês cumprido e com as longínquas ideias de uma publicação diária...

Rais parta isto, passo a vida a rascunhar mas escrever de facto está quieto.

Se calhar devia ir para a política.

domingo, 23 de outubro de 2011

Sei lá!


Eu sei lá, de tanta coisa que acontece a tantos e tanta coisa que me acontece a mim, sei lá o que quero dizer...
Estou presa entre a realidade geral e a particular.

Sim, sempre soube que não se consegue dizer, explicar com detalhe as nossas coisas - invariavelmente as coisas dos outros pedem audiência, sofredoras também, ansiosas de compreensão também.

E importância, bem, é melhor nem entrar por aí porque a importância é sempre relativa - a dor na minha unha do pé, porque é minha, será sempre mais importante que as crianças que morrem de fome e sede num canto obscuro do mundo.
É triste mas é assim.

Nunca como agora desejei fugir do mundo.
Gostaria de poder viver numa casinha à beira do mar, com internet, claro, email e outras mordomias remotas que não me obrigassem a falar de viva voz.

Todos nós temos as nossas preferências. Se estivéssemos num filme de ficção científica e houvesse um ser que nos obrigasse a escolher qual das nossas capacidades daríamos em troca da vida, toda a gente, chorando e rangendo os dentes, conseguiria escolher.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Aquecimento global

O sol morno aquece a cidade

As pernas nuas das mulheres
Dançam nas sandálias leves
As crianças riem como crianças
ao sair da prisão na escola
Até homens de pasta preta sorriem

Estamos em Outubro e é verão
Lembro-me dum homem a cantar
what a wonderful world

Sonho acordada, sorrio sozinha
Afinal o mundo todo inteiro

Não resiste ao verão tardio.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Home, sweet home



Nesta semana em que fui tão tranquilamente feliz, o improvável sorriu também e a água do mar esteve a uma temperatura compatível comigo, o que não acontecia há anos e anos. Assim, passei a semana também com abraços ternos e brincalhões de espuma, numa alegria serena em que me esqueceu a saudade.

Permiti-me reviver a segurança infantil, a invencibilidade adolescente, a persistência adulta... Chego inevitavelmente à gratidão da idade madura.

Sou abençoada. Por vezes esqueço-me, a memória é traiçoeira principalmente com estas oferendas divinas - mesmo sem querer, acabamos por interiorizar algo dessa falsidade perversa do "não há almoços grátis".

Mas hoje não. Hoje lembrei-me que sobre aquilo que me foi dado sem trombetas, nunca nada me foi pedido em troca, nunca nada me foi exigido, nunca nada me foi cobrado, nunca nada me foi relembrado.

A minha vida prossegue à sombra dessa proteção inexplicável e, particulrmente hoje não sei porquê, sinto-me infinitamente agradecida.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Desilusões

Relendo os Maias, a contra gosto reforço a minha convicção de que um adulto não deve reler os livros de que gostou na adolescência.

O Eça não é tão bom escritor como o pintava a minha fraca memória.

domingo, 18 de setembro de 2011

Casamento e descasamento


Eu não gosto do Daniel Sampaio e normalmente não leio a sua crónica semanal da Pública. Mas passo sempre os olhos por ela e penso "lá está este com a mesma conversa de sempre, sempre o mesmo discurso altissonante, insosso e sem vida para pais, filhos e escola, que seca"; de forma algo retorcida, o facto de eu passar sempre por lá mesmo que seja para não ler deve querer dizer alguma coisa mas o psiquiatra é ele.

Bom, desta feita li o artigo. Deve ter sido por ele não falar das coitadinhas das criancinhas que a sociedade se dedica a estragar com gosto nas muitas horas vagas de que dispõe e, em vez disso, falar de forma razoável sobre casamento, divórcio, amor e vida diária...

A palavras tantas, diz ele: Em derradeira análise, há pessoas "casadas consigo próprias", porque o companheiro(a) é uma parte de si mesmo, não tem existência como pessoa.

Conheço casamentos destes. Caraças, este gajo até parece saber do que fala, quando se esquece de ser politicamente correcto.

sábado, 3 de setembro de 2011

Ó mar salgado


Lavo a vista com o meu amor eterno.

Com pouco esforço posso imaginar que o suave marulhar das ondas é uma alegre canção de boas vindas e que aquela mole imensa saúda com carinho o meu regresso a casa, ainda que por pouco tempo.

Noutra encarnação terei certamente a minha casinha à beira do mar. Serei embalada todas as noites pelo seu murmurar de tempos antigos e todas as manhãs as suas cores luminosas me alegrarão.
Quando vier a borrasca e ele se levantar em ondas terríveis de força desconhecida e indiferença cega, irei à janela para aprender como é a vida.

Quando me vier embora não trago nada comigo - tudo o que eu pudesse carregar nos bolsos seria finito, morto, triste. Não, quando me vier embora trarei apenas na lembrança aquele azul único e um som que, com pouco esforço, é uma alegre canção de boas vindas.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Hoje é assim


Cansa-me o calmo desespero
A indecisão que nem sabe querer
Já me enjoa o controlo sereno,
E aborrece-me a sensata cautela.
Quisera ter a fúria libertadora
De um honesto e simples terramoto
Daqueles que apavoram quem os vê
Mas não matam ninguém, afinal,
E se esgotam num momento.

domingo, 7 de agosto de 2011

Aguardemos


Esperar pode facilmente tornar-se um modo de vida.

sábado, 23 de julho de 2011

Fun at 21-Jul-11

Claro que me esqueci da máquina de filmar, o que me vale é o youtube... O que eu me diverti!