Claro que me esqueci da máquina de filmar, o que me vale é o youtube... O que eu me diverti!
porque uma Folha já está escrita.
Agradece-se adubo, chuva,
caça às ervas daninhas
e outros subsídios
sábado, 23 de julho de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
Velhice
Dizem que a velhice traz sabedoria mas, muito sinceramente, não é isso que eu vejo.
Deve ser uma daquelas bocas do tempo em que um tipo de 40 anos era velhíssimo... Foi nesse tempo que se forjou a noção de que os velhos eram uma mais valia, quando eles morriam no auge do seu valor para o grupo - tempos não muito longínquos.
Hoje não é assim; e a sociedade está a ver-se grega para encontrar um equilíbrio decente entre o tempo necessário para formar um indivíduo produtivo, o seu tempo de produtividade efectiva e o tempo de velhice resmunguenta e improdutiva.
Isto é só coisas que me ralam.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Da importância dos prefixos
Está decidido. A próxima vez que me aparecer um daqueles jumentos de 2 pernas, chamo-lhe, cara a cara, portante teligente.
Na maioria dos casos, não chegam lá e portanto não se ofendem, vão ficar a pensar que não perceberam bem.
E eu desopilo. São só vantagens.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Vidinha
Há a vida que se faz e a vida que acontece.
A vida que acontece é como a beleza física, ou a inteligência ou o daltonismo: não é coisa de que se tenha vergonha ou orgulho, pois caiu no prato da sopa como a mosca, sem qualquer intervenção nossa.
Já o que se faz com o que acontece ou com o que não acontece, isso é outra conversa, claro. Como aí temos escolhas, decisões, coragens e cobardias, temos voz na matéria e podemos ter orgulho ou vergonha da maneira como vivemos o dia.
Toda a gente sabe isto, acho que é perfeitamente consensual. Mas o dia a dia acaba por ser muito comprido e uma pessoa faz tanta vez o que acha que não devia fazer, ou não faz o que acha que devia fazer...
Claro, a culpa é dela, dessa vidinha malandra. Nós somos completamente inocentes!
sábado, 4 de junho de 2011
Pensamento do dia
Toda a gente se conforma calma e racionalmente com a sua condição de imperfeito; mas continuamos a querer que os outros sejam perfeitos e não podemos deixar de os criticar quando se nota que não são.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
Hoje
A alegria que já não há
É como a luz da manhã
Que não aquece o que já não é
O que se foi, foi-se.
E a vida passa indiferente
Pelo que amanhã não será.
Mas o hoje, néscio,
Pobre de espírito,
Sorri de esperança
Pleno de espera
E de ignorância.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
O dia do juízo final
Um movimento que se afirma cristão, liderado por Harold Camping, de 89 anos, garante que Jesus Cristo regressa à Terra amanhã.[CM]
Sempre achei estas coisas fascinantes. Não o fim do mundo, o facto de um adulto se colocar a si próprio numa situação sem saída.
Com que cara é que este homem vai encarar o seu rebanho, depois de amanhã? Ou vai ordenar-lhes que vão em busca dEle, de dia procurando milagres, de noite estrelas cadentes?
Se calhar matam-se todos hoje, com medo do juízo final. Já aconteceu, o que me deixa ainda mais perplexa.
domingo, 22 de maio de 2011
Escrita
Para ser uma escritora publicada falta-me a capacidade de escrever sobre coisas comuns que afectem a sensibilidade dos leitores.
Não sei na verdade se é capacidade a menos se pudor a mais - o que sei é que nunca escreverei um romance de sucesso e tenho alguma pena: todos nós gostaríamos de ter uma grande audiência para uma das nossas histórias de vida.
Reli "Pássaros feridos", tão bom como os "Cem anos de solidão", embora noutro enquadramento.
Dois livros de grande sucesso, ambos a dizer o que toda a gente já sabe - a vida é lixada, geração após geração.
Nunca conseguirei escrever isso, sabe-se lá porquê.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Oooooooommmmmmm
Eu gostava de ser uma pessoa serena.
Gostava de ser daquele tipo de gente que ouve com os ouvidos da alma mais que com as orelhas de carne. Aquele tipo de gente que transpira paz, sabem como é? Que nunca se choca nem desanima, que nunca desespera e consegue transmitir uma sensação de descanso, confiança e alegria a quem quer que se lhe dirija.
Eu tento, tento mesmo mas... Há sempre qualquer coisa que interfere.
Há algumas coisas que aprendi nesta batalha: se pensarmos mais nos outros que em nós próprios é mais difícil ficarmos tristes com ninharias; se for sempre olho por olho acaba toda a gente cega; se se esperar um bocadinho, o sol nasce num espectáculo grandioso, à borla e que anima quem não for cego.
Depois de alguma reflexão parece-me que o essencial é não existirmos na equação. E isso é complicado não é? Quer dizer, complicado não é mas é muito difícil.
Difícil para chuchu.
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