Os dias passam.
E esta é que é esta: os dias passam. Assim, assado, desta forma ou daquela, os dias passam, passam sempre, indiferentes e imparáveis.
Com eles passa muita coisa, nem indiferente nem imparável, antes modelável no instante x ou alterável no y; mas eles, os dias, esses passam soberanamente exteriores a tudo, suficientes neles próprios.
Hoje olhamos para ontem e não reconhecemos quase nada: Como é que foi possível?, Eu disse assim?!, Pensei isto, eu?!?
E os dias passam, tão completamente alheios que nem se riem.
Caraças, que falta de humor.
Hélas!