Muito triste com o facto, tenho de confessar que nunca vi como o Natal para acender intensos os traços mais básicos e bestiais da humanidade.
Nisto como outras coisas, tento borrifar-me para o assunto. O que interessa é o que se é, hoje e agora, neste Natal de 2009.
Não tem qualquer relevância - desculpas de coitadinho, na verdade - o que se poderia ser se a mãezinha não fumasse, o paizinho não andasse atrás de pin-ups, os irmãos não fossem umas bestas, os tios, primos e afins uma gente que nunca nos ligou nenhuma e nós coitados, uns heróis desconhecidos que só por os outros serem umas bestas é que não somos aclamados como Heróis da Cantareira...
Não me interessa: aqui e agora, o que serás tu (eu) capaz de fazer por alguém que não tu (eu) próprio, mereça ou não na tua (minha) paupérrima escala de valores, apenas e só porque é Natal, a festa do amor à borla?!?
Ai de mi...
Hélas!