quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Desculpem


Isto é lamentável mas hoje foi um dia indecente e já é meia-noite e tenho uma montanha de coisas ainda para fazer HOJE, a porcaria do PC não ajuda nada e a rede ainda menos, sei lá se o mal é dos vírus ou do interface entre a cadeira e o teclado, o que sei é que que amanhã tenho de me levantar com as galinhas e vai ser um dia de máquina de costura para lá e para cá porque me falhou a gente com que contava e agora tenho de me arranjar sem ela e a coisa não está nada fácil; ainda por cima parece-me que aqui há gato mas o diabo do bichano é esquivo e não se mostra, tenho de o perseguir através de n ficheiros de diferente índole e data de alteração, a microinformática é uma Medeia e eu estou contra a parede nos famigerados deadlines que nem dão tempo para respirar rais parta isto tudo se ao menos queimasse calorias e nos desse tempo extra de boa vida ainda se compreendia assim acho que é uma perfeita tolice mas que tem de ser porque sem estas tolices a gente sentia-se mal.

Amanhã vos conto sobre o 7, número amado pelo Homem.

Hélas!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Seis


Este é um número sem história; é o produto dos Primeiros Primos e isso parece justificar a sua existência...

Dizem os esotéricos que representa o Amor - eu não vejo como. A sua única característica relevante é serem 6 as faces do cubo, sendo o cubo o paralelipípedo mais regular, constante e monótono que existe... Nesse aspecto, o cubo traz volume à natureza do 6.

Há malta que argumenta que, sendo 666 o número da Besta, o algarismo tem que se lhe diga. Eu discordo, porque se só em matilha tem relevância, o indivíduo vale muito pouco.

Enfim, tal como na vida, a Matemática tem os seus pãezinhos sem sal.

Hélas!

domingo, 25 de outubro de 2009

Cinco


Ora aqui está o número do Homem.

Temos cinco dedos em cada mão e pé, temos 5 sentidos (cada um dos quais apresenta 5 pontos básicos) , 5 extremidades relevantes (cabeça, dois braços e duas pernas) e 5 vísceras (rins, pulmões, baço, fígado e coração). São 5 as funções do corpo vivo: Respiração, Digestão, Circulação, Excreção, Reprodução.

Os descontentes lançaram o 5º elemento, Akash (luz) só para os ditos não serem 4 (tipicamente humano isto, não acham?), a Coco lançou o perfume 5 e nem se atrevam a pensar que o nome é por acaso.

Diz quem diz que sabe que "são 5 as qualidades do homem perfeito: Bondade, justiça, amor, sabedoria, verdade. E são cinco os tipos de bondade, de justiça, de amor, de sabedoria e de verdade" [não me recordo da fonte disto mas vi algures na net...] e eu sei lá, o Homem é demasiado complexo e eu mal tenho 5 minutos para pensar.

É Primo, o que quer dizer que é um pouco anti-social ou melhor dito, um pouco elitista - mas no melhor pano cai a nódoa, é sabido. E dada a sua natureza humana, de espantar é que fiquem por aqui as suas idiossincrasias.

Não permite nem empates nem indecisões e a sua natureza impele-o à acção. É mágico: sendo único, é nós - que somos muitos.

Hélas!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Quatro


É um par de pares, um número subtil e enigmático.

Não nos retratamos nele, o Homem prefere sempre os ímpares - é a sua natureza preguiçosa que evita o empate sempre que pode - mas reconhecemos instintiva e irracionalmente a sua magia.

Não é Primo de ninguém, parece ser solúvel em pares e sem identidade própria; mas se olharem para o Resto com olhos de ver, ficou lá qualquer coisa indistinta.

De mansinho e sem se fazer notar, impõe a sua personalidade: são 4 os elementos fundamentais, são 4 as estações do ano, 4 são as fases da Lua, têm 4 folhas os trevos da Sorte...

É um bocadinho insidioso, este. Mágico.

Hélas!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Três


O número da confirmação - nunca ouviram dizer "não há duas sem três"? Quer dizer que se de facto houve duas iguais, é de esperar a terceira. Se não houver terceira olhem melhor porque provavelmente não eram duas, era 1 par - outro sintoma disto é que o 3 fica muito zangado.

Como é mais velho, tem ciúmes do Primo caçula e por isso passa a vida a competir, tentando "ganhar" sabe-se lá o quê - palermices de quem subiu à cabeça o dito popular de que é a conta de deus.

Àparte as suas idiossincrasias, o 3 é mágico. É ele que nos demonstra que ver o mundo a preto e branco além de redutor é estúpido.
Os católicos perceberam isso muito bem e lançaram a Santíssima Trindade - chamem-lhes parvos, chamem.

É o número da Esperança. Há a Morte, há a Vida e há o 3, que somos nós...

Hélas!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Como disse?


Só mesmo aquela abestunta seria capaz de dizer com ar sério que "Deus é má pessoa".

Dâaahhh... O que eu poderia desculpar a tantos outros, parece-me imperdoável num escritor, de quem se espera uma intimidade com as palavras incapaz de tão idiota incoerência.

Amanhã vos conto sobre o Três. Honra lhe seja feita, a aventesma é dos poucos homens que não conheço pessoalmente e que me irrita a ponto de me fazer mudar de rumo.

Hélas!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Dois


Introduz a questão.

Tal como o seu predecessor, é único: há mais num par que em dois uns - ou conhecem algum casal feito de dois solteiros?

O par é como a água, solvente universal: quase tudo se pode dividir em pares ou num ou mais pares de ímpares.

Até a natureza humana, tão complexa, se divide normalmente em pares. Claro que podem não ser os mesmos pares, mas entre Amor, Filhos, Lazer, Profissão, etc, o Homem procura sempre o seu par.

Está, como era de esperar, de acordo com a Filosofia: não há Mal sem Bem, não há Felicidade sem Infelicidade; tudo mais o par de botas neste vale de lágrimas anda aos pares.

Até o mistério das meias desaparecidas só o é porque é um par que perdeu o par mas que toda a gente sabe que o par anda para aí sózinho, desgraçado.

É um número mágico.

Hélas!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Um


É a base, o pilar. A tinta com que se escrevem as letras.

Todos os números mais não são que a quantidade de 1s envolvidos: um quaquilhão (número impressionante) é um quaquilhão de uns - e é esta a quantidade que impressiona, não o quaquilhão ele próprio que afinal é só um, coitado.

A Unidade permanece imutável, sempre a mesma, única mesmo que composta, o referencial, aquilo cuja natureza intrínseca nunca se altera seja qual for a sua natureza extrínseca. É mágico, não é?

Sem pelo menos 1 nada existiria. Já repararam bem? É que nem conseguíamos ter uma partezita, pequenininha, 1 cheirinho... Se não houvesse o 1 de que isso é parte.

Hélas!

domingo, 18 de outubro de 2009

Zero


É a personificação do paradoxo da humanidade: na ciência cuja natureza é contabilizar a existência - passada, presente ou futura - inventou-se a quantificação da inexistência.

Fazia falta, estão a ver, embora seja demasiado complicado explicar aqui porque é que a inexistência faz falta a quem contabiliza a existência, a verdade é que faz.

E como o Homem não é gajo para ficar a chorar por algo que lhe falta, ZÁS! Inventou o 0. E as coisas ganharam existência, pois agora havia a sua negação.

É mágico.

Hélas!

Ciência


Sabem? Eu, do alto da minha grande ignorância, acho que há 2 ciências: a Matemática e a Filosofia.
Tudo o resto são frutos, especializações, esmiuçamento de particulares.

Há muitos particulares, muitos esmiuçamentos, claro. Física. Álgebra. Estatística. Medicina. Religião. Psicologia. E mais, muitos mais.

Nobres, mas filhos. A génese da sua sabedoria reside nos sabedores genes dos pais.

E mai' nada.

Hélas!