Olhei para a folha de papel meio amarfanhada e ocorreu-me de repente que para se ser feliz seria suficiente encarar a vida como encaramos a folha: não acertámos no cesto e a bola de papel caiu no chão.
Não acertámos no cesto, é verdade, mas e então? Se tivéssemos acertado no cesto era giro, não acertámos e foi giro tentar.
Não acertámos no cesto mas nem o cesto nem a bola desapareceram e se quisermos, podemos sempre fazer o esforço de levantar o rabo da cadeira, ir buscar o papel e tentar novamente.
Não acertámos no cesto mas isso não adianta nem atrasa à natureza do cesto, ou da bola de papel, ou mesmo da nossa natureza.
Parece tão fácil, não parece? Ora batatas.
Hélas!