Andamos sempre tão emaranhados no passado (recente, muito recente, claro, que mais curto que a memória só mesmo a gratidão) e no futuro (próximo, muito próximo, claro, que mais curto que uma previsão só mesmo uma boa intenção) que nos esquecemos muitas vezes de gozar o dia na exacta altura em que passa.
Porque sou muito esperta e percebi isto, ando a estudar a arte de apreender o momento que passa; no futuro estarei habilitada a aproveitar o dia, embora agora não tenha tempo para isso porque no passado fui parva e não estudei a coisa.
Hélas!