quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Saramago


(...) já vendeu, nos Estados Unidos, 1 milhão de livros (...), diz a TV em tom embevecido.

Estamos a falar numa população de cerca de 300 milhões de alminhas, lá pelos EUA (provavelmente, grande parte dos livros foi vendida depois do filme - feito por um primo brasuca, pois claro!, que exarcebou os fígados áquela malta tão sensível e socialmente activa).

É esta a medida da nossa grandeza literária. E notem por favor que não estou a comentar o livro mas sim a pequenez das nossas aspirações.

Hélas!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Faltas


António José Seguro: "percepção de que os deputados são absentistas adensou-se".

Pudera. Se eu fosse aluna, convocava uma grandiosa manifestação para exigir direitos iguais.

Hélas

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Employer branding


Chegou o employer branding.

Entre muitas outras coisas, dizem eles, "O objectivo é criar uma imagem de «great place to work» perante a comunidade." (o sublinhado é meu).

Acho isto um espanto, vocês não acham isto um espanto?

Hélas!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Sinais

Há sinais de não-trânsito que são absolutamente surrealistas, olhem bem para este:
Agora imaginem sinais apropriados para todas aquelas acções que vocês gostariam de proibir em praça pública...

Bom, ainda bem que eu não trabalho lá. Ainda era processada, ou davam-me uma tareia, ou sei lá, coisa ainda pior!!

Hélas!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Conhecimentos


Nós somos quem nos conhece melhor.

Ou será que somos quem se desconhece melhor? (Assim que coloquei o ponto parágrafo, ouvi uma gargalhada escarninha vinda do andar de cima - raios partam o vizinho.)

Só coisas que me ralam.

Hélas!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Metafísica


Irrita-me profundamente que confundam brio profissional com falta de vida própria.

Quando se assume uma responsabilidade profissional, é de esperar que esse compromisso seja honrado... Ou não? Só deve ser honrado quando não interferir com a vida particular?

Quando entram em colisão de interesses, a coisa deve ser analisada ou sujeita a uma regra cega do tipo "A tem sempre preferência sobre B"?

Certo, certo, é que qualquer que seja a resposta, haverá descontentes - pessoais ou profissionais. Sim, valha-nos isso para sossegar o espírito, há coisas que são certinhas como a noite.

Hélas!

Espanhóis II


Voltaram a não aparecer e sempre sem dar cavaco.

Tudo agendado com dias de antecedência, 4 entidades distintas à espera e... Népias. Nada. Niente. Silêncio sepulcral. O responsável, muito responsavelmente, informou que não percebia bem onde é que eles estariam, pois tinha dado instruções para eles irem; mas vai tentar saber o que se passa e já nos diz qualquer coisita.

Até às 6:00 (lá são 7:00), hora a partir da qual o telemóvel já está em cima da secretária, porque é de serviço e eles já largaram o serviço. Sem telefonar.

Acho que vou exportar uns gajos daqui, que percebam o que querem dizer as palavras "calendário", "planeado", "relógio" e "telemóvel".

Hélas!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Eles têm que...


Esta frase tira-me do sério, tira mesmo.

Eles têm que perceber...
Ele tem de aceitar...
Eles têm que ver...
Ele tem de...

É sempre na terceira pessoa, nunca isto se conjuga na primeira forma.

Tira-me do sério. Mas têm que, tem de, porquê?!?

Porque o orador acha? Vai buscar uma metralhadora se "ele" ou "eles" não cumprirem a sua obrigação de "ter que"??? Mata-se à pancada, os malditos que não cumprem tão clara obrigação? Ou matam-se de tédio com um discurso tão pobre, mas tão pobre, que a frase que se destaca é mesmo a "têm que"?...

Ora batatas, que a malta continua mesmo na idade das cavernas.

Hélas!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

GPS


Como já disse noutro lado, este mundo está perdido embora andem todos de GPS na mão.

Vieram perguntar-me se quero ser cobaia, num projecto interessante. E não é que quero mesmo?!?

Caraças, este GPS não presta.

Hélas!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Lagos


Fomos, de (muito) noite e sempre à chuva. Uma viagem chata para caramba, o que vale é que carros na A2 nem vê-los.

Chegámos lá pelas 4:30, dormimos um pouco, vimos gente querida, comemos goiabas do quintal e cumprimentámos os cães do vizinho.

Senti-me realmente bem-vinda ao jantar, eu e os meus vícios (não os posso deixar em casa, morriam de abandono, taditos e eu já disse que não sou uma assassina - excepto de alguns espanhóis e mesmo isso acho que é temporário).

Cambada de calaceiros, porque raio não inventaram ainda o tele-transporte, assim aquela coisa que nos faz transpor 300 km instantâneamente?!?
Eu ia ao allgarve todos os fds.

Hélas!