sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Espanhóis II


Voltaram a não aparecer e sempre sem dar cavaco.

Tudo agendado com dias de antecedência, 4 entidades distintas à espera e... Népias. Nada. Niente. Silêncio sepulcral. O responsável, muito responsavelmente, informou que não percebia bem onde é que eles estariam, pois tinha dado instruções para eles irem; mas vai tentar saber o que se passa e já nos diz qualquer coisita.

Até às 6:00 (lá são 7:00), hora a partir da qual o telemóvel já está em cima da secretária, porque é de serviço e eles já largaram o serviço. Sem telefonar.

Acho que vou exportar uns gajos daqui, que percebam o que querem dizer as palavras "calendário", "planeado", "relógio" e "telemóvel".

Hélas!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Eles têm que...


Esta frase tira-me do sério, tira mesmo.

Eles têm que perceber...
Ele tem de aceitar...
Eles têm que ver...
Ele tem de...

É sempre na terceira pessoa, nunca isto se conjuga na primeira forma.

Tira-me do sério. Mas têm que, tem de, porquê?!?

Porque o orador acha? Vai buscar uma metralhadora se "ele" ou "eles" não cumprirem a sua obrigação de "ter que"??? Mata-se à pancada, os malditos que não cumprem tão clara obrigação? Ou matam-se de tédio com um discurso tão pobre, mas tão pobre, que a frase que se destaca é mesmo a "têm que"?...

Ora batatas, que a malta continua mesmo na idade das cavernas.

Hélas!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

GPS


Como já disse noutro lado, este mundo está perdido embora andem todos de GPS na mão.

Vieram perguntar-me se quero ser cobaia, num projecto interessante. E não é que quero mesmo?!?

Caraças, este GPS não presta.

Hélas!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Lagos


Fomos, de (muito) noite e sempre à chuva. Uma viagem chata para caramba, o que vale é que carros na A2 nem vê-los.

Chegámos lá pelas 4:30, dormimos um pouco, vimos gente querida, comemos goiabas do quintal e cumprimentámos os cães do vizinho.

Senti-me realmente bem-vinda ao jantar, eu e os meus vícios (não os posso deixar em casa, morriam de abandono, taditos e eu já disse que não sou uma assassina - excepto de alguns espanhóis e mesmo isso acho que é temporário).

Cambada de calaceiros, porque raio não inventaram ainda o tele-transporte, assim aquela coisa que nos faz transpor 300 km instantâneamente?!?
Eu ia ao allgarve todos os fds.

Hélas!

sábado, 29 de novembro de 2008

O vison é pipi


Está frio.

Tenho de ir a um sítio esta noite e já me avisaram que tenho de largar as jeans e as camisolas, que aquilo é para malta pipi e lá dentro é aquecido.

Eu quero ir - apesar do ter de ir pipi, quero ver o que lá vão mostrar. Percebem o meu problema? Como diacho se vai pipi com este frio?!?

Tenho de bater o dente todo o caminho, é?? Isto não está certo, isto não está nada certo.
E também escusam de vir com sugestões idiotas do tipo "leva o casaco de vison". Eu detesto casacos de vison, não tenho nenhum. Para o frio só tenho camisolas, grossas e nada pipis.

Só coisas que me ralam.

Hélas!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Espanhóis


Pois, pois, e tal e coiso, que a xenofobia é uma coisa muito feia.

Além de que os gajos produzem muito e tal, ele é só oliveiras onde os madraços dos portugas só querem ver turistas endinheirados e totós. Pode ser isto tudo muito verdade, mas hoje se me aparece um espanhol à frente eu mato-o; e aviso desde já que o mato com requintes de malvadez.

Nem quero saber que depois tenha um grande arrependimento (afinal os espanhóis são seres vivos, acho que sangram e tudo) porque não sou uma assassina; hoje sou, de espanhóis sou uma assassina de sangue frio. Geladinho.

Vão para o raio que os parta. Aprendam ao menos a falar inglês. Não se armem em parvos quando estão a fazer asneira da grossa. Não me digam com ar inocente que não sabem que horas são em Portugal. Não se espantem por ser preciso agendar uma intervenção que envolve 5 entidades distintas. Não me digam com ar inocente que Yo no hablo português. No, tambiem no hablo inglês. Hã? No te entiendo, hablas castelhano?....

Eu mato-os, juro que mato. Devagarinho.

Hélas!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pensamentos


A descomunicação é uma coisa tramada. Mesmo muito tramada.

O problema não é as pessoas não se entenderem, o problema é as pessoas pensarem que se entendem quando na verdade uma fala de alhos e outra de bugalhos. Quando as pessoas não se entendem há vários caminhos, sobejamente estudados e documentados, nem vou aqui falar nisso.

Mas quando julgam que se entendem e uma está a dizer o contrário da outra... Ambas sem a menor idéia que o outro não está nem pouco mais ou menos a falar do mesmo... Ambas convictas que o entendimento é mútuo... Ambas satisfeitas e inocentes... Ambas estupefactas quando alguém detecta, analisa, disseca e põe em destaque reconhecido não o assunto em discordância mas o facto do acordo mútuo ser simultâneamente inocente e enganoso.

Já tinha passado por isso antes e hoje assisti ao mesmo: acreditem, é tramado!

Hélas!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Calma


Não percebo porque me dizem tanta vez:

- Tem calma, mac.
- mac, tenha calma…
- Calma, mac!
- Ó mac, calma, pá.

Logo a mim, uma pessoa calmíssima. Isto já começa a enervar-me.

Hélas!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Oculista


Há malta que vê tão pouco, mas tâo pouco, que nem vê que está a precisar de óculos.

Com óculos de ver ao perto podiam perceber que o umbigo é afinal um buraquito irrelevante na sua barriga e não um buraco negro cheio de fome e de força. Mas não há nada a fazer: precisavam de usar óculos para ver que precisavam de usar óculos.


Hélas!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A minha pátria é a minha língua


- Deslarga-me!

Fixo a rapariga atentamente, mas não, continuo na dúvida: ela quer que ele a largue de vez ou quer que ele nunca, nunca!, a largue?

Rais parta o Tempo e os provectos anos, cada vez me entendo menos com os meus irmãos desta língua tão amada. Depois do acordo será ainda pior, suponho.

Só coisas que me ralam.

Hélas!