Sabem o que é mau, mesmo mau, uma coisa com que não me consigo reconciliar por mais que viva? É a falta de prateleiras.
Que diabo, uma pessoa com a compulsão incontornável de analisar, espremer até quase só ficar o conduto, catalogar e arrumar à espera de mais informação - sempre à espera de mais informação - devia ter prateleiras suficientes para tanta espera.
Adicionem a este vício o facto indiscutível de não ser capaz de deitar nada fora (mesmo que esse nada aguarde há 20 anos a informação suplementar que lhe permita mudar de prateleira - atenção! MUDAR de prateleira, apenas mudar! Só um tipo diferente de mim pode conceber que aquele precioso conduto, tão único, deixe de ocupar uma prateleira...) e podem perceber o meu problema.
Que chatice! Lá terei de fazer prateleiras no tecto e sorrir amarelamente a quem me goza por esta lixeirafobia.
Só coisas que me ralam.
Hélas!